
A Equatorial Pará divulgou um levantamento interno que aponta os municípios do Nordeste do Pará com os maiores índices de fraudes no sistema elétrico, especialmente aquelas provocadas por furtos de energia e ligações clandestinas. Em 2025, a distribuidora realizou mais de 45 mil ações de fiscalização na região, identificando cerca de 17 mil fraudes. Isso significa que quatro em cada dez unidades fiscalizadas apresentava algum tipo de irregularidade.
Esses números acumulados geram prejuízos que impactam toda a população, comprometendo investimentos, a qualidade do fornecimento e a segurança da rede elétrica. Entre as irregularidades identificadas, as ligações clandestinas estão entre as mais graves, pois representam desvio direto de energia, risco elevado de acidentes e maior impacto financeiro para o sistema elétrico. No recorte específico desse tipo de ocorrência, os registros ultrapassaram 3 mil casos na região.
Nos primeiros meses de 2026, as operações já identificaram mais de 2.800 novas fraudes, demonstrando que o combate às irregularidades segue como prioridade estratégica para a distribuidora na região Nordeste do Pará.
Prejuízos diretos à população
Para dimensionar o impacto, o volume de energia furtada em algumas das ações realizadas no ano passado, seria suficiente para abastecer aproximadamente 5 mil residências durante um mês, considerando o consumo médio de 100 kWh por residência, padrão comum entre famílias de baixa renda.
Na prática, quando ocorre o furto de energia, os prejuízos gerados pelas perdas acabam sendo diluídos no sistema elétrico, impactando toda a coletividade. Ou seja, consumidores regulares, inclusive famílias de baixa renda, podem acabar arcando indiretamente com os custos provocados por esse tipo de irregularidade.
Para o executivo de Perdas da Equatorial Pará, Rodson Lobo, essas irregularidades causam prejuízos significativos não apenas para a distribuidora, mas para toda a população, pois comprometem a qualidade do fornecimento e elevam custos que podem ser repassados aos consumidores regulares. “O furto de energia não é apenas um problema financeiro, mas também uma questão de segurança pública, já que as ligações clandestinas aumentam o risco de acidentes graves, como choques elétricos e incêndios.”
O ranking de perdas da Equatorial Pará é baseado em análises técnicas que comparam a energia injetada na rede com a energia efetivamente faturada, além do volume de irregularidades identificadas em campo. Municípios com grande extensão territorial, presença marcante de áreas rurais e menor densidade urbana apresentam desafios adicionais no combate às fraudes, exigindo monitoramento constante e ações estratégicas de fiscalização.
A distribuidora reforça que os prejuízos causados pelas fraudes impactam diretamente o equilíbrio do sistema elétrico, sobrecarregam a rede e podem comprometer a qualidade do fornecimento. Para enfrentar esses desafios, a Equatorial Pará tem intensificado operações conjuntas com autoridades de segurança pública, ampliado o uso de tecnologias para monitoramento da rede e promovido campanhas de conscientização sobre os riscos e as consequências do furto de energia.
“O combate às perdas é prioridade estratégica para 2026, com foco na redução de irregularidades, melhoria da eficiência operacional e garantia de um fornecimento mais seguro e confiável para todos os consumidores do Nordeste do Pará”, finaliza Rodson.
Como denunciar?
A população pode contribuir denunciando irregularidades de forma anônima pela Central de Atendimento, no número 0800 091 0196, ou pelo site oficial da distribuidora, na aba destinada à denúncia de fraudes
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